FOTO: Fernando Veludo/nFactos
Susana Sargento é professora na Universidade de Aveiro e co-fundou a tecnológica Veniam.
João Pedro Pereira
Susana Sargento, investigadora científica e co-fundadora da empresa tecnológica Veniam, foi distinguida pela Comissão Europeia com o Prémio Mulheres Inovadoras da UE 2016. A Veniam desenvolve tecnologia que permite ligar automóveis em rede, transformá-los em pontos de acesso à Internet e recolher informação sobre os veículos, para permitir, por exemplo, uma melhor gestão do tráfego ou de redes de transportes públicos.
A empresa foi criada em 2012, por Susana Sargento, professora na Universidade de Aveiro, e pelo académico João Barros, da Universidade do Porto. Em Fevereiro deste ano, conseguiu cerca de 20 milhões de euros de capital de risco, numa ronda de financiamento que contou com investidores de peso: as operadoras Verizon e Orange, a Cisco (uma multinacional de infra-estruturas de comunicação) e a Yamaha, fabricante de motos e outros veículos. A empresa tem actualmente sede nos EUA e emprega três dezenas de engenheiros, mas continua a ter instalações também no Porto, onde é feito o desenvolvimento técnico.
Num texto publicado no blogue do comissário para a economia digital, Günther Oettinger, Susana Sargento conta que a trajectória para o sucesso não foi clara: “Tudo começou com a vontade de saber cada vez mais, de ir sempre mais longe e trabalhar em áreas diferentes e em evolução. Foi por isto que me tornei investigadora, O caminho para o empreendedorismo começou com a nossa investigação bem-sucedida: fomos capazes de construir algo único no mundo. No entanto, o nosso sucesso não era antecipável desde o início.”
A investigadora e empreendedora lembra que, ainda em 2011, uma equipa de investigadores foi capaz de enviar vídeo de um veículo para outro que circulava atrás, permitindo assim ver a estrada e os outros veículos mais à frente. “Na fase seguinte, chegámos a um estádio decisivo: tornámos possível construir uma rede de veículos numa cidade e decidimos fundar a Veniam”, recorda.
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